Se tentamos dizer aquilo que ainda não adentrou em nosso ser, falaciosos seremos, entretanto, se compartilharmos aquilo que está, incontestavelmente, nele, mesmo que não aceito pela maioria, então falamos o que realmente queremos dizer

terça-feira, 24 de julho de 2012

Workshop - Desafios da Liderança Comteporânea

Este trabalho foi baseado no livro: "Vencendo com as pessoas" de Jhon C Maxwell


DESAFIOS DA LIDERANÇA CONTEMPORÂNEA

Ao indentificar que o resultado das mudanças na esfera da comunicação geraram crises em diversas áreas da formação humana a liderança passou a empenhar-se em encontrar soluções para o desempenho positivo da parte de seus liderados na superação de tais alterações do comportamento das novas gerações.
Para fazer uma leitura sincera e relevante sobre os desafios da liderança contemporânea é necessário analisar e observar as características dos liderados. É fundamental entender que as mudanças na área tecnológica influenciaram intrinsecamente na formação intelectual, social e espiritual das novas gerações.
Entender que a informação é a palavra chave para os dias atuais e, saber que uma notícia, um acontecimento, ou qualquer outro tipo de novidade pode circular o mundo em instantes, influencia no comportamento e nas exigências daqueles que são liderados. Estar antenado no que acontece não é mais uma escolha para o líder, mas uma necessidade. Assim se revela uns dos principais desafios para a liderança atual: A informação.
A informação globalizada, por sua vez, tornou, mesmo que sem intenção, o pensamento relativista mais influente do que outras formas de pensamento. Aquilo que por gerações foi convencionado como impróprio por certa cultura, em outra, no entanto, é tranquilamente visto como normal e natural. Ao ter esse tipo de conhecimento o liderado entra em crise gerando mais um desafio para a liderança contemporânea: Lidar com as crises geradas pelo relativismo oriundo da informação globalizada.
Esse trabalho tem como objetivo apresentar uma tentativa para a harmonização e adequação da liderança atual e seus liderados. Pois, assim como, a informação é precursora dos desafios,  a influência é o caminho para as soluções. Uma liderança influenciadora sempre foi o alvo de todos os que se empenharam nessa labuta, entretanto, na atualidade deixou de ser alvo para se tornar a flecha, ou seja, a influência já não é mais algo à ser buscado, ela deve existir e ser aperfeiçoada pelo Líder.   
Sendo assim, serão analisados alguns pontos estratégicos para o aperfeiçoamento da liderança influenciadora, trabalhando de forma inicial alguns princípios fundamentais para o sucesso daqueles que almejam deixar um legado através de seus liderados.



QUESTÃO DA PREPARACÃO:
Estamos prontos para relacionamentos?

Principio da Lente:
Quem somos determina a nossa maneira de ver os outros.
“Eu não gostaria de pertencer a um clube que me aceitasse como sócio”
Groucho Marx
PERGUNTA: Qual a percepção que tenho das outras pessoas?
a.      Quem você é determina o que você vê.
“Um carioca mudou-se do Rio para uma grande fazenda do Rio Grande do Sul e em sua casa havia uma janela imensa que dava para uma vasta quantidade de terras que poderiam ser cultivadas. Alguém perguntou se ele estava gostando de onde morava? Ele respondeu: Sim, pena que não tem nada pra fazer”.  No mesmo período um gaúcho mudou para o litoral do Rio de Janeiro e comprou um apartamento de frente para o mar. Alguém lhe perguntou se estava gostando. “Ele respondeu: Bah, até que estou pena que não tem muita coisa pra ser feito aqui”.
As suas origens determinam a perspectiva que você terá de determinadas situações e ou pessoas. Um gaúcho acostumado a trabalhar na terra logo saberia o que fazer e como ganhar dinheiro se estivesse em uma fazendo, assim como, o carioca acostumado com o mar logo encontraria algo para fazer se estivesse no litoral. Por vezes chegamos a conclusões sobre as pessoas partindo do nosso ponto de vista. Olhando com a nossa lente.

b.      Quem você é determina como você vê a vida:
“Certo dia os netos estavam na casa do avô e resolveram fazer uma pegadinha. Pegaram um pedaço de queijo e esfregaram no bigode do velho enquanto ele dormia. Ao acordar o vovô levantou reclamando do cheiro. Saiu da sala foi até a cozinha e disse: Aqui também está fedendo. Foi até o quarto e disse: Mas que coisa o cheiro ruim está aqui também. Então resolveu ir até a varanda a fim de tomar um ar fresco. Chegando lá percebeu que o cheiro continuava então exclamou dizendo: Meu Deus, o mundo está fedendo”. 

  Por vezes pensamos que a vida nos infringiu certas circunstâncias e toda a culpa está   nas situações que fomos obrigados a viver.  Não nos esforçamos para tentar   perceber que o problema pode estar em nossa maneira de ver as coisas. Assim como           o vovô poderia lavar o bigode e resolver o problema. Mas, primeiramente             pensou que o mundo inteiro estaria com o cheiro ruim.

c.       Cinco coisas que determinam quem somos.
1.      Genética: Freud foi o primeiro a chegar à conclusão de que a nossa formação é resultado das experiências que temos e das características que herdamos de nossos pais.
“Sua carga genética pode ser um bom quanto um mau sinal. Porém, existem coisas que você não gosta, e o máximo que pode fazer é aprender a viver com elas. Quando se trata de traços de caráter, trabalhe contra suas fraquezas. Quando o assunto é talento, siga adiante naquilo que é mais forte”.
2.      Autoimagem: Na construção de uma liderança influenciado baseada em relacionamentos a autoimagem precisa ser equilibrada, não deve jamais ser negativa e cuidar para não ser positiva demais a ponto de afastar aqueles que seriam potenciais líderes.
“Alguém que tenha uma autoimagem negativa sempre esperará pelos piores relacionamentos, os mais prejudiciais, e descobrirá gente igualmente negativa. Aqueles que têm uma autoimagem positiva esperarão o melhor para si. E os que possuem uma autoimagem tão positiva quanto rigorosa provavelmente serão os mais bem-sucedidos, terão de discernir o potencial dos outros e viverão cercadas de outras pessoas de sucesso”.  
3.      Experiências pessoais: São as experiências que nos ensinam aonde dói e aonde temos segurança. Basta à criança colocar uma vez a mão no fogo para aprender para o resto da vida que ele queima. Não dá para apagar as coisas pelas quais passamos, mas podemos nos reprogramar a partir de experiências novas.
Era uma vez um grupo de aldeões que orientaram um pastor de ovelhas:             - Quando você avistar um lobo, grite “LOBO”, e viremos com armas e forcados.
No dia seguinte, o rapaz estava tomando conta de seu rebanho quando viu um leão se aproximando. Ele gritou: “LEÃO, LEÃO”, mas ninguém apareceu. A fera matou muitas ovelhas. O pastor ficou desesperado:
  - Por que vocês não vieram quando eu chamei? – perguntou aos aldeões.
  - Não existem leões nessa parte do país – respondeu o velho. – Você tinha que ter gritado: “LOBO”.
As pessoas reagem sempre a partir daquilo que estão dispostas a acreditar.
4.      Atitudes: Independentemente de nossa perspectiva, seja ela positiva ou negativa, promissora ou desfavorável, ampla ou restrita, somos nós que escolhemos nossas atitudes. Posso não ser capaz de mudar o mundo à minha volta, mas posso mudar o que vejo dentro de mim. A liderança é conquistada a partir de atitudes, mil palavras podem ser irrelevantes quando uma atitude é feita na hora certa. Construa sua liderança em cima de atitudes e não apenas de palavras.
5.      Amizades: Charles Jones escreveu certa vez: “A diferença entre quem você é hoje e quem será daqui a cinco anos está nas pessoas com quem passa seu tempo e nos livros que lê”.  Por vezes procuramos aqueles que nos apoiam, sendo que precisamos daqueles que apontem o nosso problema. Não que aqueles que nos apoiam não sejam nossos amigos, de maneira alguma quero dizer isso, entretanto que diferença faz ter a opinião de alguém que sempre concorda com você? Procure pessoas que consigam ter uma visão além da sua. Que veem situações que você não consegue. Ter um mentor é fundamental para qualquer líder, não desconsidere essa regra.



Princípio do Martelo
Nunca use um martelo para matar um mosquito na cabeça dos outros
“Se você puder conquistar o mundo, derreta-o, mas não o martele”.
Alexander MacLaren
PERGUNTA: Será que as pessoas acham que eu exagero nas minhas reações a coisas pequenas que acontecem nos relacionamentos?

a.      COSTRUIR PONTES É SEMPRE MELHOR DO QUE ERGUER MUROS: Nós homens, principalmente aqueles que são líderes, tendem a ser obstinados em vencer discussões. Quando carregamos essa obstinação para dentro do nosso relacionamento amoroso, por exemplo, as coisas só pioram. Quando queremos vencer as discussões a qualquer custo, pensamos que estamos ajudando a outra pessoa. Imaginamos que no momento em que ela percebe que estamos com a razão, onde nem sempre é verdade, vai crescer e amadurecer. Entretanto o que realmente acontece é um distanciamento maior. A pessoa “derrotada” na discussão passa a construir um muro no relacionamento. Pois vai sentir que sempre está perdendo ou que não é ouvida ou ainda que você não seja alguém capaz de se comunicar adequadamente. Ouvi uma frase de um pastor amigo meu que ele usa com sua família: “O importante não é quem está com a razão, mas estarmos bem”. Quase nunca vamos conseguir mostrar para a pessoa que ela está errada através de uma discussão sem limites. Podemos através de atitudes influenciar os outros para o melhor caminho.
b.      OS 4 T`S:
1.      Total Visão: “Certo dia cheguei numa festa e ao encontrar um garçom perguntei se ele tinha algo para soluço. De imediato ele deu com um pano de prato em meu rosto e perguntou: - Passou? Eu respondi: Quem está com soluço é minha namorada que está no carro”.
Ter uma visão panorâmica da situação é fundamental para não acabar usando um martelo na cabeça de outro. A dica para ter Total Visão da situação é sempre: Ouvir, Perguntar, Ouvir, Perguntar, Ouvir mais um pouco e aí dar uma resposta. Se precipitar não é saudável.
2.      Tempo Certo: “A verdadeira arte da conversão não reside apenas em dizer a coisa certa no lugar certo, mas também deixar de dizer a coisa errada, por mais tentador que seja o momento”. Lady Dorothy Nevill.
Saber o momento certo de falar é essencial para que o relacionamento não seja quebrado. Existem circunstancias em que deveríamos ficar quieto e esperar outra ocasião para dizer algo, assim como existem momentos em que devemos falar na hora, o importante é conseguir ter esse discernimento para que o relacionamento não seja quebrado.
3.      Tom Certo: “Havia uma mãe com dois filhos pequenos. Os meninos tinham o mau hábito de falar palavrões. A mãe já tinha tentado conversar, levar ao psicólogo e outras alternativas para corrigir os garotos. Mas, nada havida resolvido o problema. Numa manhã ela resolveu que ia tratar os insolentes da mesma maneira que ela viu sua mãe tratando seus irmãos. Então quando acordaram chegaram na cozinha e ela perguntou: - O que vai querer para o café da manhã? O mais velho respondeu: - Meu da um pouco dessa “PORCARIA” de mingau. A mãe deu um safanão do garoto que o fez atravessar a cozinha. O filho mais novo viu a cena e ficou a assustado. Então a mãe olha para ele pergunta: - E você vai querer o que? Ele responde: Com certeza não vou querer essa “PORCARIA” de mingau”.
Numa discussão o tom de voz e a maneira como falamos determina como será o fim da conversa. Nossas atitudes sempre serão mais fortes que nossas palavras. A mãe dos garotos não conseguiu atingir seu objetivo porque preferiu agir a insistir na conversa. O filho mais novo, no entanto, pensou que o problema não estava no palavrão, mas no tom que o irmão usou, por isso repete o palavrão, mas num tom ameno. Provérbios nos orienta que a “Palavra branda acalma o furor”. Na próxima procure experimentar.
4.      Temperatura: “Quando os ânimos se exaltam as pessoas ficam predispostas a usar bombas nas situações nas quais um estilingue resolveria”.
Saber amenizar a temperatura de uma discussão é fundamental para preservar o relacionamento.

c.       Troque seu martelo por uma luva de pelica.
d.      Deixe o passado no passado
e.      Lembre-se que as ações ainda ficam na lembrança muito tempo depois que as palavras foram esquecidas
f.         Nunca permita que a situação seja mais importante que o relacionamento
g.      Ame as pessoas queridas com amor incondicional
h.      Admita os erros e peça perdão
“Fazemos fofoca porque fracassamos em amar. Quando amamos as pessoas não as criticamos. Se as amamos, sofremos com seus fracassos. Não saímos por aí divulgando os pecados daquele que amamos, assim como não anunciamos os nossos”.


Princípio do Elevador
Em nossos relacionamentos podemos empurrar as pessoas “para cima” ou “para baixo”
“As pessoas podem ser o ar que sustenta nosso voo ou a âncora que segura nosso barco”.
John C. Maxwell
PERGUNTA: As pessoas podem dizer que eu as valorizo ou que as deprecio?

1.      Terapia do Elogio: Você já percebeu que nós na posição de líderes temos uma tendência natural de ver muitos mais os erros e os defeitos de nossos liderados do que perceber onde se destacam? Já notou que o ser humano tem uma certa dificuldade de elogiar o outro? Poderíamos fazer esse exercício agora. Olhe para o lado e faça pelo menos dois elogios sinceros a essa pessoa que talvez você nem conheça. Foi fácil? Foi confortável? Sabemos que não.
Deveríamos gastar mais tempo ressaltando as qualidades daqueles que nos rodeiam. E assim procurando perceber os efeitos que isso produzirá.
Creio que a intensidade com a qual erguemos ou depreciamos os outros pode determinar a existência de quatro tipos de pessoas, quando se trata de relacionamentos.
a.      PESSOAS QUE AGREGAM: Muita gente nesse mundo deseja ajudar os outros, Essas pessoas são agregadoras, Elas fazem a vida das outras mais agradável e feliz. Moody aconselhava:
      - Fazer todo bem possível,
      - A todos quanto possível,
      - De todas as formas possíveis,
      - Por quanto tempo fosse possível.
Alguns conselhos para você ser um líder agregador em seu ministério.
- Chego cedo e saia tarde – faça sempre mais do que esperam de você
- Procure fazer algo para ajudar as pessoas à sua volta todo dia
- Ofereça-se para andar a segunda milha com seu pastor.

b.      PESSOAS QUE SUBTRAEM: São pessoas que não nos ajudam a carregar nossos fardos e ainda fazem com que fiquem mais pesados. Nos relacionamentos, receber é fácil. Dar é muito mais complicado. É parecido com a diferença entre construir ou destruir alguma coisa. Um artesão hábil leva muito tempo e gasta muita energia para montar uma bela cadeira. Porém, não é preciso habilidade alguma para quebrá-la em questão de segundos.

c.       PESSOAS QUE MULTIPLICAM: São aquelas que contribuem para multiplicar seu crescimento. Ajudam-nos a aguçar nossa visão e maximizar nossos pontos fortes. Podemos aproveitar esse momento para lembrar-se de orar agradecendo a Deus por essas pessoas. Ou talvez, depois você possa enviar um email ou uma carta para agradecer a essas pessoas.

d.      PESSOAS QUE CRIAM DIVISÕES EM NOSSAS VIDAS: Gente que divide provoca muito estrago porque, ao contrário das que subtraem, suas ações são geralmente INTENCIONAIS. São pessoas rancorosas que se sentem melhor tentando fazer com que as outras sejam mais fracassadas que elas.

CONDUZA OS OUTROS A UM NÍVEL MAIS ELEVADO
Acreditamos que todos são agregadores em potencial. Por mais negativa que a pessoa seja, com o preparo ideal ela poderá se tornar uma agregadora em sua vida. Porém, isso demanda alguns esforços da parte do líder como exemplo:
a.      Compromisso em ENCORAJÁ-LOS todos os dias.
b.      Saber a diferença sutil entre mágoa e ajuda: Um sorriso é melhor que uma cara amarrada, uma palavra amiga é melhor que uma crítica.
c.       Muda o ambiente negativo: Uma coisa é ser positivo num ambiente positivo, outra é ser otimista num ambiente negativo.
d.      Entender que a vida NÃO é uma grande brincadeira

Todos são capazes de se tornar pessoas que elevam a vida das outras. Não precisa ser rico ou mesmo um gênio para isso. Só é necessário ser atencioso com os outros e começar a trabalhar para que eles progridam.


QUESTÃO DAS CONEXÕES:
Queremos mesmo concentrar nossos esforços nas pessoas?

Princípio da Troca de Papéis:
Em vez de colocar cada pessoa em seu lugar, devemos nos colocar no lugar delas.
“Às vezes quando compartilha um pouco do seu raciocínio com alguém, você muda seu próprio raciocínio”.
PERGUNTA: Tento ver as coisas a partir do ponto de vista das outras pessoas?

a.      O PODER DA PERSPECTIVA: Hoje o grande problema que assola o nosso país é a corrupção. De forma sintética a corrupção é quando aqueles que possuem o poder usam isso em seu próprio favor. O sucesso pode proporcionar várias coisas: poder, privilégios, fama, riqueza. Mas não importa o que mais promova, junto com ele chega à necessidade de optar. A maneira de fazer escolhas revela nosso caráter. Pessoas prósperas podem usar seus recursos em benefício de outras ou apenas de si mesmas. O cerne da questão é saber se as pessoas desejam usar seu poder para colocar as outras em seus lugares ou colocar a si mesmo no lugar das outras.
b.      A TENDÊNCIA NATURAL NÃO É A DE VERMOS A NÓS MESMOS E AOS OUTROS A PARTIR DA MESMA PERSPECTIVA: Quando se trata de tomar uma decisão normalmente olhamos as coisas apenas a partir daquilo nos interessa. Certo dirigente de um clube de futebol mandou o contrato para um jogador. Na mesma semana recebeu o contrato sem estar assinado, então enviou um email dizendo: “Na pressa em aceitar os termos do contrato, você esqueceu-se de assinar”. Minutos depois recebeu a resposta do email que dizia: “Na pressa de me dar aumento, você esqueceu-se de colocar os valores corretos”.
c.       QUANDO NÃO CONSEGUIMOS VER AS COISAS A PARTIR DA PERSPECTIVA DOS OUTROS, FRACASSAMOS EM NOSSOS RELACIONAMENTOS: Veja a ilustração:
Um homem num balão de ar quente percebe que se perdeu. Reduz altitude e vê uma mulher logo abaixo. Desce um pouco mais e grita:
- Com licença, pode me ajudar? Prometi a um amigo que o encontraria há uma hora, mas não sei onde estou.
- Você está num balão de ar quente. Aproximadamente 9 metros acima do solo. Está entre 40 e 41 grau de latitude norte e entre 50 e 60 graus de longitude oeste.
- Você deve ser engenheira – arrisca o balonista.
- Sou sim – confirmou a mulher. – Como você sabia?
-Bem – explicou ele. – Tudo que você me disse está tecnicamente correto, mas não tenho ideia do que fazer com sua informação, e o fato é que ainda estou perdido. Francamente, você não me ajudou muito. Na verdade, ainda atrasou a minha viagem.
- E você deve trabalhar com administração. – Ela comentou.
- Sim, trabalho, mas como você descobriu?
- Bem – continuou ela -, você não sabe onde está ou para onde vai. Chegou no ponto mais alto, mas não está com essa bola toda. Fez uma promessa sem ter qualquer ideia de como fazer para cumpri-la, e espera que as pessoas abaixo de você resolvam seus problemas. O fato é que você está exatamente na mesma posição que estava antes de nos encontrarmos, mas agora, de alguma forma, deu um jeito de colocar a culpa em mim.
d.      APRENDER A VER AS COISAS A PARTIR DA PERSPECTIVA DOS OUTROS NOS AJUDA A FORTALECER NOSSOS RELACIONAMENTOS: Precisamos aprender a parar de querer colocar as pessoas em seus devidos lugares e nos colocarmos no lugar delas. Tentar ver as situações de nossos ministérios a partir da visão de nossos liderados. Jesus diz que há quem muito for dado, muito será cobrado. Cada um anda conforme seu grau de entendimento, por isso, devemos olhar para os outros na medida de sua estatura de amadurecimento cristão.

COMO TROCAR DE LUGAR?
  1. Deixe seu território e visite o território dos outros
Adoro jogar xadrez. Toda vez que estou perdendo uma partida, levanto-me e fico atrás de meu oponente para ver o tabuleiro de seu ângulo de visão. Aí então começo a perceber os movimentos absurdos que fiz com minhas peças porque posso vê-los como meu rival vê.
  1. Admita que o ponto de vista dos outros possa ser interessante
O sistema de fé e as experiências pessoais são diferentes e complexos. E, mesmo que você se esforce para ver as coisas a partir do ponto de vista delas, ainda assim haverá diferenças de opinião. Tudo bem. Minha perspectiva não é a única certa só porque é minha. Se eu tentar encontrar legitimidade no ponto de vista dos outros, isso ampliará minha maneira de pensar.
  1. Examine sua atitude
É sempre mais fácil ver os dois lados de uma questão quando ela não faz parte de suas preocupações. Mas fica bem mais difícil a partir do momento que você tem um interesse direto nela. Neste caso, geralmente você se preocupa mais em fazer a sua opinião do que em interagir com os outros. Por trás disso está sua disposição ou não de trocar de lugar.
  1. Pergunte o que os outros fariam em sua situação
Quando você se identifica com o ponto de vista das outras pessoas, fica muito mais fácil interagir com elas. Às vezes, a maneira mais fácil de fazer isso é simplesmente perguntar. Veja a ilustração:
Três filhos deixaram sua casa para fazer fortuna e se deram muito bem. Um dia, os três irmãos, muito competitivos, voltaram para casa ao mesmo tempo para falar a respeito dos presentes que deram à sua mãe idosa.
- Eu construí uma casa imensa – comentou o primeiro.
- Eu comprei um carro de luxo com motorista – disse o segundo.
- Ganhei dos dois – falou o terceiro. – Vocês sabem como a mamãe gosta da bíblia, e também sabem que ela não enxerga bem. Por isso mandei para ela um papagaio marrom que sabe recitar a Bíblia inteira. Durante 20 anos, 20 monges ensinaram o texto a ele. Tive que me comprometer a contribuir com 100 mil dólares por ano, durante dez anos, para que eles o treinassem, mas valeu a pena. A mamãe só precisa dizer o capítulo e o versículo, que o papagaio recita.
Pouco tempo depois, a mãe deles enviou cartas de agradecimento. Ao primeiro filho, escreveu: “Milton, a casa que você construiu é muito grande. Vivo em apenas um dos quartos, mas tenho que limpar todos os outros também”. Ao segundo, escreveu: “Marty, estou velha demais para viajar. Fico em casa o tempo todo, por isso nunca usei o carro de luxo. E o motorista é mal educado”. Ao terceiro filho, escreveu: “Querido Melvin, você foi o único filho que teve o bom senso para saber do que sua mãe gosta. O frango estava delicioso”.
Se você se colocar no lugar dos outros, em vez de colocar os outros em seus devidos lugares, sua maneira de ver a vida muda, assim como a própria maneira de viver.


Princípio do Carisma
As pessoas estão interessadas em quem se interessa por elas
“Você pode fazer mais amigos em dois meses, ao se tornar interessado nas outras pessoas, do que em dois anos, ao tentar fazer com que os outros se interessem por você”. 
Dale Carnegie
PERGUNTA: Costumo me preocupar com as outras pessoas e seus interesses ou só comigo?

SEIS DICASAS PARA SER CARISMÁTICO!
1.      Torne-se verdadeiramente interessado nos outros: quando entro em um estabelecimento a primeira coisa que reparo é o atendimento. Se o atendente me deixa confortável eu certamente sairei dali com algum produto, caso contrário, nunca mais volto naquele lugar. Tenho certeza que muitos aqui também se comportam da mesma maneira.
“A questão não é quanto poder, educação ou experiência você possui – as pessoas reagirão de maneira mais favorável se você primeiro demonstrar que elas são importantes”.
2.      Sorria: Um sorriso é sempre melhor que uma cara carrancuda. Por mais atribulada que sua vida estiver, as pessoas que estão sob nossa liderança ou que talvez estejam visitando nossas igrejas já tem problemas demais em suas vidas e com certeza não desejam ser importunadas com nossas frustrações e insatisfações. Não digo para você ser falso, mas estou aconselhando que não desconte em outro aquilo que só tem ferido a você.
3.      Lembre que o nome de uma pessoa é, para ela, o som mais doce e importante: é sempre bom ser recebido pelo próprio nome. Nem sempre vamos conseguir decorar o nome de todas as pessoas, mas isso deve ser um esforço de nossa parte. Parece algo muito simples, mas o resultado é muito bom. Experimente!
4.      Saiba ouvir – incentive as pessoas a falar sobre elas mesmas: Isso é fundamental para o desenvolvimento de um relacionamento mais próximo. Há uma pesquisa que diz que não conseguimos ouvir outra pessoa falar mais do que 30 segundos sem querer dizer algo. Por isso, essa é outra característica simples, porém imprescindível para você desenvolver um bom relacionamento com seu liderado.
5.      Coloque os interesses dos outros como tema de suas conversas: Para ser bem-sucedida nos relacionamentos, a pessoa precisa aprender a conversar sobre assuntos que interessam aos outros. Isso funciona quando se encontra uma pessoa pela primeira vez, assim como quanto um casamento está sendo consolidado.
6.      Faça com que os outros se sintam importantes, e seja sincero: quando falamos de carisma, tudo se resume ao seguinte: a pessoa sem ele se aproxima de um grupo e diz: “Aqui estou”. A pessoa com carisma se aproxima do mesmo grupo e diz: “Aí estão vocês”. E qualquer um pode aprender a fazer isso.


Princípio número 10
Acreditar no melhor que as pessoas podem oferecer geralmente faz com que elas ofereçam o melhor de si.
“Fique longe das pessoas que tentam depreciar suas ambições.                                            Gente pequena sempre faz isso, mas os grandes o fazem sentir que também pode se tornar grande como eles”. Mark Twain
PERGUNTA: Acredito no melhor que as pessoas têm a oferecer?

“Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens. No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram” (Marcos 1: 17-18).
Alguma vez já se perguntou por que os discípulos simplesmente, no INSTANTE em que Jesus os chamou, largaram suas redes e seguiram? Se fosse com você. Você faria? Largaria tudo no mesmo instante?
Existe uma explicação histórico-teológica para explicar. Assim como a maioria dos garotos brasileiros sonham em ser jogadores de futebol os garotos judeus sonhavam em ser rabinos. Porém, o sistema educacional judaico funcionava como uma peneira. Na infância todas as crianças iam para as sinagogas e aprendiam a ler, aos doze anos sabia de cor a TORÁ, os melhores continuavam a estudar meio período e trabalhar no oficio da família em outro período, e ao se aproximar dos 17 anos deveriam ter memorizado todo o Antigo Testamento. E ao final dessa etapa os melhores dos melhores procuravam um Rabino para pedir para serem seus discípulos. O rabi por sua vez avaliava e decidia se aquele garoto era suficientemente capacitado a seguir seus passos e levar em frente sua teologia. Jesus bem provavelmente passou com louvor sobre todas as etapas, pois era reconhecido como Rabino, como vemos em alguns textos. Já seus discípulos estavam pescando com o pai, o que indica que provavelmente não haviam sido aceitos por nenhum rabino. Mas, mesmo assim, Jesus os convida para segui-lo. Jesus acredita naqueles que ninguém mais acreditou. Nosso mestre já no ensinou sobre o Princípio Número 10. Nós devemos apenas dar continuidade com nossos liderados, já que um dia Jesus também acreditou em você e te chamou para estar aqui hoje.



A.     CINCO COISAS QUE SABEMOS SOBRE AS PESSOAS
1.      Todo mundo quer ser alguém na vida
“Em nossa vida, temos vários momentos especiais, e a maioria deles é proporcionada por meio do encorajamento que recebemos das outras pessoas. Não importa quão grande, famoso ou bem sucedido alguém possa ser, ele precisa de apoio”. George M. Adams
2.      As pessoas não se importam tanto com o que você sabe até que saibam o quanto você se importa com elas
Se importar com as outras pessoas antes de tudo é o melhor caminho para quebrar barreiras e então fazê-las se interessar por aquilo que você tem para ensinar.
3.      Todo mundo precisa de alguém
Ninguém é uma ilha. E pensar que pode viver e fazer tudo sozinho é sinal de imaturidade. Outro dia me perguntava por que quando um jogador faz um gol os companheiros vêm até ele e ele vai até os companheiros. É óbvio que existem várias explicações, mas se perceber todas elas vão finalizar no relacionamento que eles têm um com o outro e o incentivo que é recíproco.
4.      Qualquer um que ajuda alguém influencia muitos
Às vezes você não conseguirá atingir todos, mas se atingir um de determinado grupo já conseguirá alguém para influenciar os outros.  No fim, ao ajudar um acabará ajudando muitos.
5.      Hoje alguém se tornará alguém
Todo dia é uma oportunidade de ajudar alguém a se encontrar e caminhar para o desenvolvimento. Prestar atenção em cada situação buscando uma chance de incentivar o seu liderado a se desenvolver e amadurecer.

B.      É SEMPRE MELHOR ACREDITAR
1.      Nossa frustração com alguns não deve impedir-nos de acreditar nas pessoas
2.      Um coração que confia é emocionalmente saudável
3.      Nós nos comportamos de acordo com o que acreditamos
4.      Um relacionamento saudável constrói-se sobre as mais elevadas expectativas
5.      Expressar nossa confiança no potencial das pessoas é uma maneira de incentivá-las a alcançar este potencial

Nosso estudo continua na próxima edição.

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