Se tentamos dizer aquilo que ainda não adentrou em nosso ser, falaciosos seremos, entretanto, se compartilharmos aquilo que está, incontestavelmente, nele, mesmo que não aceito pela maioria, então falamos o que realmente queremos dizer

sexta-feira, 28 de março de 2014

O QUE VALE A PENA VER!

Jesus realmente existiu?
O professor Mario Sergio Cortella responde aos jornalistas do programa Canal Livre.
Vale a Pena Ver!


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A vida que se renova

Era uma tarde chuvosa de primavera, não estava nem quente e nem frio, havia, apenas, uma brisa suave que, de vez em quando, batia em seu rosto proporcionando uma inspiração mais leve em seus pulmões. A garota olhava firmemente para ele que parecia olhar para o nada. Na expressão dela havia um choro reprimido pela raiva, mas, nenhuma lágrima corria de seus olhos. Enquanto ele olhando o horizonte parecia desolado, sem esperanças, jogado ao acaso de não saber o que realmente deveria fazer. 
Sem apresentar aspereza ele se pôs em pé, colocou suas mãos nos bolsos e suspirou, olhou para as árvores do parque e andou um pouco na direção do lago e parou. Ela observou aquele gesto, mas preferiu não falar com ele, apenas, se levantou e abraçou-o sutilmente por trás. Quando ele olhando para o horizonte pergunta para ela: Por quê? Mas, ela já não sabia mais como consolá-lo, suas palavras já não surtiam mais o efeito necessário para acalmar aquela miscelânea de sentimentos que apertavam o peito dele.
Há três meses ele havia recebido um telefonema de um de seus tios paternos avisando-o que sua avó não estava bem de saúde e que ele deveria viajar para visitá-la antes que fosse tarde demais. Ele agradeceu o tio pela preocupação, mas pensou que não aconteceria nada demais, pois sabia que sua avó ainda era uma mulher muito forte, já que há algum tempo atrás ajudou-a em seu tratamento e recuperação contra um câncer e que se, realmente, algo acontecesse, seu pai o avisaria. Porém, não foi isso o que aconteceu. Um pouco antes de se encontrar com a garota no parque ele havia passado na casa de sua vó, a fim de visitá-la, mas ela já não estava mais lá. Intrigado e com pesar nos olhos, aquele mesmo tio que tinha ligado, deu a triste notícia. – Já fez uma semana, seu pai não te avisou? – Não, respondeu ele muito entristecido.
Agora estava ali diante daquele lago e sem reação não encontrava forças para entender o que havia acontecido. Porém, lembrou-se de uma das conversas com sua avó que tinha a incrível habilidade de achar graça nas coisas mais singelas da vida. A lembrança do riso da avó fez com que ele restaurasse suas energias. Então, com um pequeno sorriso virou-se para a garota e disse que estava feliz por estar ali com ela, que jamais deixaria de desfrutar os segundos ao seu lado e que a partir daquele momento extrairia a felicidade de todos os momentos de sua vida, assim como, a avó lhe ensinara. Foi quando um garotinho de, mais ou menos, uns três anos correu em sua direção e se jogou em seus braços chamando-o de pai. Naquele instante ele percebeu que a vida se renova e que, assim como, pessoas que amamos se vão, outras chegam para dedicarmos todo o nosso amor. E, brincando com as poças de água da rua molhada os três se foram de mãos dadas.