“Então ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar. Depois entrou no templo com eles, andando, pulando e louvando a Deus” (Atos 3:8).
Por Rangel Ramos
Um homem liberto de sua deficiência e da religiosidade de sua nação. Expressando toda sua gratidão a Deus. Contemplando a leveza da liberdade e avançando para uma nova vida. Que maravilha! No entanto, presumo que a Liberdade traz ao seu lado a Responsabilidade. E, é sobre esse ponto que quero falar.
No dia 11 de outubro é comemorado o Dia do Deficiente físico, uma data importante para 9 milhões de cidadãos brasileiros e suas famílias. O deficiente físico possui algumas isenções em determinados impostos, como por exemplo: Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI); Impostos Sobre Operações financeiras (IOF); Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA); Nosso país tem, em certo grau, olhado para o deficiente físico e procurado amenizar as dificuldades do cidadão debilitado. Na época dos apóstolos os deficientes físicos provavelmente não pagavam alguns impostos e provavelmente eram vistos pela sociedade com ar de menosprezo. O coxo de nascença, que o texto de Atos refere-se era colocado todos os dias a porta do templo, porque sua religião não permitia que ele adentrasse ao santuário, pois era considerado impuro. Sem condições de trabalho e sem oportunidade de SERVIR a Deus, só restava para o coxo mendigar esmolas das pessoas que vinham até o templo para cultuar.
Ao encontrar os Apóstolos o coxo tem uma surpresa! Ele é curado de sua deficiência e automaticamente liberto para entrar no templo e Adorar a Deus. No entanto, a história não pára aqui. Se hoje um deficiente físico for curado, imediatamente não terá mais as isenções dos impostos, é o que presumimos obviamente. Sendo assim, o cidadão curado terá as mesmas responsabilidades civis, fiscais e sociais que qualquer outro indivíduo. Agora, passo a pensar se dentro de nossa vida cristã é isso mesmo que acontece. Quando temos um encontro com Jesus, somos sarados e libertos, será que assumimos as responsabilidades que estão junto com a liberdade?
De acordo com a história narrada em Atos 3 percebo que temos dois lados para ficarmos, um deles é o de fora. Podemos ficar sentados na porta do templo esperando as esmolas, sempre pedindo, sempre murmurando, sempre reclamando, olhando para nossos irmãos esperando receber algo como um elogio, um sorriso, um abraço. Entramos nos ministérios da igreja, mas queremos continuar sentados na porta, sempre esperando receber algo de nosso líder, nunca nos empenhamos em fazer algo sem esperar uma recompensa imediata. E assim nossos líderes vão cada dia se cansando e abandonando seus cargos. O outro lado que podemos escolher é o lado de dentro. Podemos seguir o exemplo do coxo que depois de ser curado entrou saltitando dentro do templo, pronto para SERVIR a Deus, pois a palavra hebraica ADORAR é a mesma que SERVIR. Agora o coxo está livre de sua deficiência, porém está incumbido das responsabilidades de um cidadão comum.
Quando vamos entender que Jesus nos tornou iguais uns aos outros? Quando vamos entender que jogamos no mesmo time e temos o mesmo propósito? James C. Hunter, em seu livro, Como Se Tornar Um Líder Servidor, diz: “Liderar significa conquistar as pessoas, envolvê-las de forma que coloquem seu coração, mente, espírito, criatividade e excelência a serviço de um objetivo. É preciso fazer com que se empenhem ao máximo na missão, dando tudo pela equipe”. Para Deus todos aqueles que foram resgatados pelo amor de Jesus são líderes em potencial, pois aprendemos nas escrituras que Deus Capacita os que são chamados.
Nesse pequeno e simples artigo tento levar os queridos leitores a meditarem e decidir em qual lado ficarão. Será o lado de dentro, onde poderão servir com Alegria a Deus, ou o lado de fora onde estarão sempre esperando receber algo de alguém.
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