Outro dia numa conversa informal com alguns vizinhos falávamos sobre Deus e espiritualidade. Aí um deles de maneira perspicaz indagou que se Deus existisse não haveria tanto sofrimento no mundo. As crianças na África não passariam fome. Mulheres muçulmanas não seriam violentadas, enfim... Não existira toda a desgraça que conhecemos.
Às vezes pensamos que Deus se esqueceu de nós, pensamos que Ele não se
importa com nossos problemas, com nossas angústias, com nossos planos, nossos
sonhos. Imaginamos que ele é um senhorzinho de barba branca sentado num trono.
Já ouviram falar naquela perguntinha: “Deus é uma criança brincando com
uma fazenda de formigas?”
Já percebeu que esses tipos de questionamentos estão infestando as
universidades, as escolas, as redes sociais, enfim...
E será que nós que estamos inseridos nesse
contexto eclesiástico não pensamos a mesma coisa?
E quando alguém nos atinge com esse tipo de pergunta... e aí? O que você
responde?
Pois é... Eu não pretendo resolver todos os questionamentos do mundo, mas
quem sabe mostrar para vocês um Deus que já estava preocupado com você antes
mesmo dos seus pais pensarem em te fazer.
No meu pouco tempo de vida e de ministério percebi que Deus é um cara que
faz acordos, alianças, pactos... Sei lá... O que você quiser chamar...
Entendi também que a Bíblia não se preocupa em mostrar a existência de
Deus, mas apresentar como Deus se revelou a humanidade durante a história.
Vamos analisar?
A Estória começa em Genesis com um casal chamado: Adão e Eva. Deus tinha
uma aliança com eles. E era: “Desfrutem de todo o jardim, menos da arvore do
meio. Mas, os espertinhos desejaram saber do bem e do mal”. Conseguiram...
Assim que ficaram sabendo do bem e do mal conheceram o outro lado do pacto: A
morte. Havia uma aliança com uma promessa e uma condição com uma conseqüência.
Mas o primeiro homem quebrou a primeira aliança e o resto você conhece.
Depois do casal vacilão chegou à vez do Nóe. Deus passa a borracha em
tudo e recomeça com ele. Mas, o velinho planta uma vinha fica bêbado tomando o
vinho e acaba amaldiçoando um de seus filhos. O Cam, o sujeito que dá origem ao
povo Cananeu, que mais a frente se tornará o povo adversário dos hebreus na
conquista da terra prometida. Havia uma aliança com uma promessa. Porém, o
camarada que viu o mundo recomeçar depois do dilúvio consolida uma das maiores
guerras que a história conheceu.
O velinho vacilou e aí Deus resolve então criar toda uma nação para ser
exemplo. Então chama Abraão. Esse tinha uma esposa estéril, mas Deus disse que
deles sairia uma nação. Mas, o atentadinho resolve fazer um filho na concubina,
a Hagar. Este filho se chama Ismael e dele vem à descendência árabe que hoje
forma o povo muçulmano. Havia uma aliança com uma promessa. Mas Abraão não
confiou e tenta adiantar o processo. O resultado é originar um povo que até
hoje luta com o povo que era para ser o exemplo.
O barbudinho preferiu à concubina ao invés da mulher então a história
continua e o povo vai parar no Egito. Deus vendo a situação do povo levanta
Moisés, fazendo mais uma aliança, demonstrando seu poder sobre todos os deuses
egípcios. Entretanto o mesmo sujeito que viu o mar vermelho se abrir a sua
frente não creu que sairia água de uma pedra e aí ao invés de tocar ele bate na
rocha. Resultado: Não entra na terra prometida e o povo que viu o mar se abrir
fica vagando 40 anos pelo deserto por ter construído um bezerro de ouro
enquanto Moises recebia as tábuas da Lei.
Depois que a geração que fez o bezerro de ouro morre, Deus permite que
eles comecem a conquistar a terra prometida. Deus olha para eles e percebe que
são um povo e, agora possuem uma terra e um sacerdote chamado Eli. Então Deus
deseja ser o Líder, o Rei, o Presidente... Estabelece a teocracia. “Vocês serão
o meu povo e eu serei o seu Deus”. Mas, o povo olha as nações vizinhas e vê que
elas têm um REI. Então exigem um Rei. E escolhem o formoso Saul. Que por sua
vez só traz desgraça para o povo, vocês devem lembrar-se da história.
Deus na sua infinita misericórdia resolve então escolher um Rei para seu
povo. E aí vem o Davizinho. O cara era bom. Conquistou tudo a volta de Israel,
fez o reino prosperar. Enfim, é lembrado até hoje pelos judeus. Porém, lembra
de Bete Seba? Pois é, o vacilo de Davi custou à divisão do reino e mais uma vez
a aliança fora quebrada.
Porém quero dar uma Boa Notícia. Quero lhes dar um “EUANGUELIO”.
Pois, provavelmente o filho de Deus estava assistindo tudo isso. E então
resolve se tornar homem. Conhecer as dificuldades dos homens. A mediocridade
humana. A falência, a miséria, a vergonha etc... Ele diz para o pai: “Eu Vou”.
Vou consertar. Vou dar pra eles uma nova chance. Eu vou me colocar como a
própria aliança. Eles não poderão quebrar essa aliança. E através de mim
eles se achegarão novamente a Ti. E poderemos ter novamente o plano
restabelecido. Então ele vem, e através de seu sacrifício na cruz nos justifica
perante Deus.
Deus nunca esqueceu o ser humano. Mas o homem sempre quebrou as alianças
que Deus tentou fazer durante todo tempo. Porém, agora existe esperança. Jesus
Cristo homem é o único mediador ele é a aliança perfeita. Seu sangue e seu
corpo são a Nova Aliança.
“Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor
Jesus, na noite em que foi traído, tomou pão e, havendo dado graças, o
partiu e disse: Isto é o meu corpo que é por vós; fazei isto em memória de
mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice,
dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes
que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes
deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que
ele venha”. 1ª Coríntios 11:23
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