Na ultima segunda-feira, 23/7, James Holmes, "o atirador do cinema", como vem sendo chamado pela mídia internacional, compareceu no Tribunal pela primeira vez. Ele é acusado da morte de 12 pessoas e de ferir outras 58 durante a estréia no novo filme do Batman. A promotora pública que trabalha no caso afirmou que só decidirá pelo pedido de pena de morte após ouvir os familiares de todas as vítimas.
Sabe, no meu tempo, quando eu era um pouquinho mais jovem, assistíamos os filmes e os desenhos, líamos os quadrinhos e procurávamos nos inspirar nos heróis, nos mocinhos, naqueles que venciam ao final da estória. Mas, parece que agora as coisas ficaram um pouco diferentes. A sensação que fica é que o vilão é o personagem a ser admirado.
E por que?
Será que foi a ótima atuação do ator australiano Heathcliff "Heath" Andrew Ledger como o Coringa/Joker? Trabalho que lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante Ou será, que os heróis estão em descrédito mesmo? Podemos pensar inclusive que essa história de sempre o bem vencer no final já é ultrapassada. E quem está acompanhando Game of Thrones já percebeu isso. Né?
Já a psicóloga Marisa Lobo acredita que games e filmes podem interferir no comportamento humano.
"-Filmes e games violentos podem sim desencadear surtos psicóticos se essa pessoa se identificar com esse personagem e fazer dele seu objeto. O assassino do cinema nos EUA, é um caso clássico de loucura e violência estimulada por uma ficção, claro que ele já tinha uma ‘co-morbidade’. Filmes/Games podem desencadear surtos psicóticos. Não são a causa, mas em todos os casos como esse do cinema, sempre tinha a ficção envolvida" – escreveu Marisa Lobo em seu perfil.
Enfim, penso que o problema é de interpretação mesmo. E já que o blog é sobre teologia e afins, podemos argumentar que a interpretação das estórias bíblicas é muito mal feita também. E aí muitos pensam ser superiores por fazer uma interpretação literal dessas estórias.
Quando vemos uma estória precisamos ter uma interpretação alegórica, (já dizia meu amigo Agostinho de Hipona ao se referir ao Gênesis), que por sua vez, vai além da literalidade do acontecimento. O importante é a moral dessa estória. É aquilo que podemos aprender conhecendo nossa essência e tentando mudar de acordo com aquilo que é apresentado pela estória como sendo o certo, o moral, o ideal. Mas, acho que ninguém avisou isso para o nosso amigo "atirador do cinema". E aí ele resolveu sair por aí dando uma de piadista, pena que não teve graça alguma. E agora vai colher as consequências de sua atitude, digamos assim, inusitada.

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